Amores

12 de dezembro de 2017


Pessoas. Às vezes eu penso naquelas pessoas que um dia fizeram parte da minha vida. Daquelas que pareciam irmãos, que parecia que estava aqui comigo durante toda minha vida, de tanta afinidade que a gente tinha, aquela pessoa que parecia, que estaria ali, o tempo todo. E não está mais.

 Eu lembro de você aqui em casa, rindo da minha maneira bizarra de comer, deitado do meu lado enquanto a gente fingia assistir netflix, tirando fotos aleatórias que faria parte da nossa coleção. Eu lembro dos nossos rolês, no qual você sempre fazia piadinhas por eu pedir cachorro quente sem salsinha, quando você me acompanhava em lugares que ninguém mais iria comigo, quando você me abraçava e eu me sentia em casa. 

Você era aquele tipo de pessoa que não se faltava assunto. Que conversava comigo até sobre as coisas mais bobas e insignificantes do dia a dia, mas que ao mesmo tempo fazia tanta diferença nas nossas conversas. Você sempre estava aqui. Sempre vinha me visitar, mesmo quando parceria que você morava em Marte e eu Júpiter. Estava quando eu pensava em me jogar da janela do quarto andar, e me abraçava quando eu já não tinha mais lágrimas de tanto chorar.

 Eu pensei que você fosse a pessoa certa pra mim. Porque eu amava a amizade que eu tinha com você, eu amava a boa vontade e a questão que você fazia por mim, eu amava o fato de eu te mandar uma mensagem agora é você não demorar nem 1 minuto pra me responder, eu amava. 

Que ironia da vida, aquele cara que fazia questão por questão, de repente, não ser a mesma pessoa. Me ignorar quando eu mais preciso, se ausentar nos momentos mais importantes da minha vida, me responder uma semana depois e da trezentas justificativas como se eu realmente, não lembrasse da pessoa que você era. Eu conheço essa história. Eu sinto sua falta. Eu sinto falta da pessoa que você era. Daquela pessoa que um dia me tratou bem. Daquela pessoa, que eu chamava de meu bem.

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