Resenha: Persépolis

24 de abril de 2017

Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Editora: Cia. Das Letras
Comprar: Saraiva, Submarino, Amazon
Sinopse: "Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.

Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares.

Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente,o humor se infiltra no drama e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar."


Persépolis é um livro de  história em quadrinho no qual Marjane, uma garota iraniana, narra sua vida desde os seus 10 anos, no qual ela vivenciou a revolução do Irã e compartilha como é viver em um país opressor e conservador. 

Ela sempre gostou de ler, e por ter uma família politizada ela teve a oportunidade de ler livros críticos e informativos, dessa forma, permitiu que ela passasse a querer ler e entender cada vez mais sobre a situação do seu país e criando um senso de justiça. Além disso o legal é que ela sempre tinha um dialogo com sua família de forma bem saudável  sobre política, principalmente com seu pai, o que é bem interessante a união entre eles, pois eles sempre se preocupavam com o próximo, querendo ajudar todas as pessoas que passavam por dificuldades no Irã, já que ela estava em uma fase de guerras no Irã.

Durante a história Marjane relata as três fases da sua vida, infância, adolescência, e adulta, e durante esse seu crescimento ela mostra também as pessoas a sua volta e suas formas de pensar, sendo muita delas, conservadoras. Tanto é que um dos meus trechos preferidos da história é quando suas colegas, perguntam qual a diferença entre ela e uma puta, já que ela já transou com alguns caras, e Marjane xinga elas e fala que não tem nenhum problema nisso.


A discriminação contra a mulher se destaca bastante no livro e uma das coisas sobre isso que acontece no Irã, é sobre a questão do véu, que todas as mulheres são obrigadas a utilizar um véu. Além disso, nas escolas existia uma sala apenas para as mulheres, ou seja, as mulheres eram separadas dos homens, sendo essas coisas mínimas que acontece na história. Durante sua vida, Marjane sempre busca e luta pela igualdade, já que ela percebia que viva em um país patriarcal e lutava para reverter isso.

No geral, o livro é muito interessante e legal, porque ele te ensina muita coisa, narra fatos do Irã e mostra não só as regras, mas a desigualmente social no geral, então você acaba aprendendo muito com ele. Para mais, o livro é bem divertido então não é aquela coisa chata só de teorias sobre a história do Irã, mas têm várias partes divertidas que deixa o livro legal.

As ilustrações são todas em preto e branco, e são bem simples, mas bonitas. No entanto, o livro é bem fácil de ler, o que da para as pessoas entender facilmente.

E então o que vocês acham? Qual livro você está lendo no momento? Me conta!

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