Quero você outra vez

30 de janeiro de 2016

Já era madrugada, bom ela havia acabo de começar.  E novamente começamos a discutir por uma moça que parecia tomar meu lugar. Eu nem lembro muito bem como essa briga começou,  mas queria que não tivesse acontecido. Tudo começou parar de girar quando lia palavras dizendo que tínhamos que parar, parar de acreditar em algo que não existia mais. E sabe de uma coisa? Tanto eu quanto você sabíamos que nosso fim, não tem voltas como outros relacionamentos por ai.

Quando criança,  eu tinha medo do corredor que tem na minha casa, tinha medo do escuro. Mas com o tempo aprendi a superar. Só que dessa vez eu tive medo, porque nem mais sua presença estava ali pra me acalmar. No desespero, sentei a alguns metros da cama da minha mãe, mas mesmo assim fiz questão de ligar, pra contar o que aconteceu. Ela me disse para me acalmar, porque você me amava e iríamos voltar. Mas não voltou.

Você me amava como ninguém me amou. Nas brigas preferia ficar calado e não responder para não levar a diante. Adorava consertar meu erros de português, o que me deixava irritada, mas hoje, vejo o tanto que conseguir melhorar. Quase todos os dias, antes mesmo das sete da manhã você estava no portão da minha casa, esperando para irmos pra escola juntos, mesmo sendo caminho oposto do seu, e mesmo não gostando muito de estudar. Lembro que não gostava de levar meu irmão na escola na hora do almoço, mas meu caminho começou ficar mais emocionante porque sempre nos encontrava-nos na escola dele. Ah, e quando aparecia com os lábios queimados de cigarro, como me decepcionava, mas fui tão egoísta e não percebi que aquilo te fazia sentir mais leve pelos problemas que passava. 

 Mesmo te amando o tanto quanto você,  não sabia demonstrar de maneira correta, era injusta com tudo que fazia por mim, e só percebi quando te perdi. Eu queria que estivesse aqui. Não ligaria de consertar meus erros, e nem ficaria irritada se ficasse calado nas nossas brigas, e dessa vez, entenderia seu pequeno vicio com cigarro. Só queria poder fazer as coisas de novo, te abraçar mais uma vez, te tocar como tocava, te beijar incondicionalmente, e nunca soltar mais.

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