Existem padrões estéticos para ppk? Diversidade de vaginas!

10 de dezembro de 2017

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(Imagem: Reprodução/ The Vulva Gallary)

Existem padrões estéticos para PPK? Falar sobre pênis é algo mais comum na mesa de um bar, sobre o quão grande é o pênis de um cara, se ele é fino, grosso, torto, grande, mas fino, ou talvez pequeno e grosso. É uma variedade infinita, e por mais que exista um certo padrão de "pênis perfeito" ele ainda sim é discutido. Mas e as vaginas? Você já viu alguém discutindo sobre os formatos, cores ou textura de uma vagina? 

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(Imagem: Reprodução. Todos os direitos reservados.)

Atualmente o Brasil se destaca como país recordista de cirurgias intimas femininas de acordo com a Isaps, e o principal motivo dessa grande quantidade de demanda, é porque existe um padrão de PPK também e muitas mulheres acabam não satisfeitas com o seu corpo e buscam uma resolução da situação, como a Ninfoplastia ou Labioplastia, que é a retirada do excesso de pele nos lábios vaginais, o que é mais comum do que aparenta. E apesar de que falar sobre as partes intimas das mulheres ainda é algo muito restrito, ainda sim, a ideia de "vagina ideal" está em todo lugar por meio de mensagem subliminares. Por exemplo, está nos filmes pornos, nas bonecas, nas propagandas, na depilação total, no movimento de envio de nudes, e assim por diante. 

De acordo com a revista Glamour, o tipo de vagina que as mulheres mais desejam é que seja "pequena, rosinha, fofinha e com pouco pelo". Parece que estamos descrevendo a vagina de uma criança e isso me assusta. Se falar sobre os desafios na sociedade em aceitar a diversidade dos corpos feminismos já é algo complicado, especificando ainda mais, em uma área em que já é um tabu falar, é ainda mais aterrorizante.



(Imagem: Reprodução/ The Vulva Gallary)

Existem diversos tipos de vaginas, e nós precisamos saber disso. A ilustradora Hilde Atalanta criou o "The Vulva Gallery", que é um projeto no qual ela faz ilustrações de diversos tipos de vulvas, justamente para mostrar o quão natural isso é, e para que as mulheres tentem não sofrer tanto com essa pressão de estética íntima que a sociedade trás.  

É notável que falar sobre pênis é algo comum, já falar sobre vaginas ainda é um tabu! Precisamos dialogar e principalmente se acostumar com a variedade de formatos e cores diferentes, para que isso passe a ser cada vez mais enxergado como algo normal e natural.


Os desafios na sociedade em aceitar o nu artístico

3 de dezembro de 2017

Em setembro deste ano, houve uma performasse nua no Museu de Arte Moderna na Zona Sul de São Paulo, causando uma forte polêmica no país quando foi ao ar um vídeo de uma criança tocando no pé do homem que estava exposto. O fato acontecido pode ser usado como um bom exemplo para mostrar os desafios na sociedade em aceitar a arte nua, que está diretamente ligado aos tabus quanto a nudez imposta pelo corpo social.  

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(Imagem/ Reprodução. Todos os direitos reservados) 

O nu artístico existe desde a pré história, e com o passar dos tempos muitos artistas começaram a usar a nudez em suas obras, seja em quadros ou esculturas, um bom exemplo disso foi a escultura Vênus de Willendorf que por incrível que pareça foi uma obra que teve grande importância nos padrões de beleza no Período Paleolítico, o que é hoje o oposto dos padrões dessa era. Mas apesar da escultura ter sido usada para definir os padrões daquela época, o nu artístico nem sempre é  feito para definir um tipo de padrão, muito pelo contrário, muitas vezes para quebrar essa construção de estética feita pela sociedade.

Outro fato que podemos destacar é que existe uma enorme diferença da arte de nudez para o erotismo. Podem existir obras que possa ter um tipo de sensualidade, mas elas não são voltadas para o lado sexual de quem está vendo, afinal a arte existe como uma forma de expressão, seja um artista impondo algo social ou algo sentimental. 

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(Imagem/ Reprodução. Todos os direitos reservados) 

O desenho feito por Leonardo Da Vinci durante o período renascentista, "O Homem de Vitrúvio" é também uma outra obra de nudez muito conhecida, que representa a beleza, a perfeição da proporção do homem, harmonia e o ideal clássico do equilíbrio. Está obra foi criada inspirada em um conceito do arquiteto Marcos Vitrúvio , autor dos Dez Livros sobre a Arquitetura. Além disso, por ser uma ilustração feita no período renascentista no qual a Europa estava passando por uma transição do teocentrismo para o antropocentrismo a obra está diretamente ligada a isso, ao homem no centro. 

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(Imagem/ Reprodução. Todos os direitos reservados) 

Mas afinal, já que o nu é algo popular há anos e é utilizado em diversas obras pelo mundo o inteiro, por que ainda existe tabus sobre isso? Como se iniciou as censuras e por que muitas pessoas ainda consideram isso um "absurdo"? Basicamente o cristianismo é responsável por isso, especificamente a igreja católica. Como ela sempre teve um grande poder no mundo, inclusive durante a idade média declarou que o nu é um objeto censurado devido a religião, exceto se for alguma obra voltada para a igreja, como algum desenho de Adão e Eva, que era justificado como algo sagrado. Em 2015, tinha aproximadamente  1,285 bilhões  de católicos, sendo que esse número está crescendo cada vez mais, ou seja, o cristianismo tem o poder de influenciar todas essas pessoas a seguirem os dogmas da igreja, por isso o nu artístico ainda é um tabu.

Corpo é apenas corpo. Braços são apenas braços com suas funções especificas definidas. Mãos são apenas mãos. E peitos, bundas, vaginas ou pênis, são apenas peitos, bundas, vaginas, pênis, com suas funções definidas. Por que censurar algo tão real e natural própria da natureza do homem? Corpo é uma matéria incrivelmente linda, que deveria ser admirada em vez de ser enxergada como algo totalmente errado por dogmas criado por homens. A beleza do corpo humano, as formas, as curvas, são lindas, independente da cor, do tamanho, ou da textura de cada um. 


Esse ano eu tive a oportunidade de poder conhecer o nu artístico, de poder viver isso. Durante um tempo eu venho fazendo ensaios nus, e só fazendo para saber a liberdade e o quão simples isso é. Eu queria convidar vocês para andarem em casa nu, e seguirem alguns trabalhos artísticos sobre isso, para finalmente poderem apreciar a beleza do corpo humano tanto quanto eu. 



Sobre ser mulher

20 de novembro de 2017


Algumas pessoas dizem que ser mulher é mais fácil. É mais fácil para se relacionar do que homens. É tudo mais fácil. Grande ilusão. É fácil ser tratada como um objeto descartável que serve para satisfazer as necessidades momentâneas de um cara.  Às vezes eu fico me perguntando o que tem de errado comigo? Porque é tão difícil ser mulher? Será que tem algum erro em mim? Será que está escrito na minha testa, “ME USE”? Hoje eu parei para pensar em todos os relacionamentos que tive esse ano, e fiquei surpresa, quando finalmente percebi que, basicamente quase todos eles só queriam meu corpo, e não o que eu tinha a oferecer, e não o que tinha dentro de mim. Quão ingênua eu fui? Eu só queria ser amada e amar alguém. Ter a sensação de sentir um sentimento tão puro, único e gostoso, mas todas as vezes que eu transmitia, que eu tentava, as pessoas simplesmente descartavam e colocavam todo aquele meu esforço para tentar ser uma pessoa boa, dentro de uma camisinha usada. É fácil ser mulher. É fácil se relacionar com alguém. Você é tão bonita. Você é tão bonita e é uma ótima pessoa, eu tenho certeza que vai encontrar alguém, mas é que, esse alguém não sou eu.  Qual o problema das pessoas? Porque elas simplesmente jogam fora e ignoram aquelas coisas tão boas que eu tento me abrir e mostrar para elas? Qual é o problema em ser uma mulher que procura um amor de verdade? E não apenas uma curtição momentânea? É difícil encontra o amor no século XXI. É difícil encontrar alguém que esteja disposto a viver um mundo construído por companheirismo. É difícil, ser mulher. 

Quanto tempo?

16 de novembro de 2017


Uau. Quanto tempo eu não venho aqui. Quanto tempo eu começo, e não termino. Quanto tempo eu não venho nesse espaço branco, vazio, sem histórias, que está aqui, exatamente aqui, me esperando pra escrever tudo aquilo que está dentro de uma caixinha trancada dentro de mim.  Desilusões amorosas. Frustrações. Quebra de corações. Sentimentos. Isso eram coisas que me faziam vim aqui. Vim aqui escrever, gritar, para tirar toda aquelas dores que ficam dentro de mim. Quanto tempo eu estou guardando isso. Quanto tempo. As dúvidas, as fumaças não me deixaram ver como é que eu fazia pra tirar tudo isso dentro de mim. Quanto tempo. Quanto tempo... 

 Quanto tempo que eu te conheci. Faz quanto tempo que eu sinto o que sinto por você hoje? Quanto tempo eu almejo uma história, que parece cada vez mais longe, como um pequeno vaga-lume vagando no fim de uma caverna composta por pedras. Quanto tempo. Quanto tempo eu queria te tocar, te sentir, e sentir o fogo dos sentimentos recíprocos que a gente tinha. Quanto tempo. Quantas coisas a gente passou. Quantas vezes enfrentamos desafios juntos, obstáculos, um muro tão alto sem escadas pra subir, só com a força e a mão dada um do outro pra poder, ficar juntos. Quantas histórias, quantas lágrimas, quantos sorrisos, quantas dores, quantos abraços, quantos beijos, quantas letras, palavras, mensagens, quanto tempo, nós vivemos juntos. Eu nunca consegui entender porquê as coisas sempre vão embora um dia. Por que as coisas boas, tem que partir. Por que o sorvete de chocolate, uma hora se torna amargo. Por que uma explosão de fogos de artifícios, tão lindos, tão intensos, tão fortes, que brilham lá no céu, uma hora cai, e some. Como se nunca tivesse existido, como se nunca tivesse uma história ali. Amar você, é como andar de montanha russa. Eu sinto um enorme frio na barriga, medo e uma sensação incrivelmente gostosa. Mas hora o carrinho para. E eu não sei o que fazer, eu não sei. Quanto tempo isso vai durar? Quanto tempo tempo vamos conversar? Quanto tempo vamos nos beijar? Quanto tempo vamos nos amar? Quanto tempo?

Resenha:500 dias com ela

31 de outubro de 2017

(Imagem/ Reprodução. Todos os direitos reservados)

Eu juro que eu vou tentar fazer resenha sem dar spoiler. Nesse exato momento eu acabei de vê um filme chamado "500 dias com ela" e literalmente eu estou completamente apaixonada por esse filme. Ele é um filme que te faz rir, te faz chorar e principalmente te da um tapa na cara, porque no final das contas acontece exatamente o que você pensava ao contrário. Eu não costumo contar muito para vocês aqui da minha vida pessoal, quer dizer, eu escrevo constantemente crônicas sobre a minha vida, sobre o que eu sinto, mas nunca falo ao certo o que está acontecendo. E hoje é uma exceção. Porque eu quero não só fazer uma resenha como todas as outras que eu faço aqui no blog, eu quero contar para vocês a lição de vida que esse filme me fez pensar e querer aderir para minha vida.

Para começar vou tentar contar para vocês resumidamente sobre o que o filme trata. Ele conta a história de Tom e Summer, e sobre 500 dias que Tom passou com ela. Simplesmente é uma história incrível, com momentos incríveis que faz qualquer querer ter isso pra sua vida. Até que em um certo momento começam brigas e desentendimentos, e toda aquela história, aqueles momentos parecem não fazer mais sentido. Como se tudo aquilo não tivesse importância, e isso os incomodam. E durante todo filme você vai vê momentos maravilhosos e momentos ruins, mas pela primeira vez, pelo menos eu, vi um filme com uma história que mostra a realidade de um casal.

"Um romântico escritor se surpreende quando sua namorada Summer termina o namoro repentinamente. Com isso, ele relembra vários momentos dos 500 dias que passaram juntos para tentar descobrir onde seu caso de amor se perdeu e vai redescobrindo suas verdadeiras paixões."


Bom, como vocês podem ver esse não é um filme de contos de fadas. É algo que mostra a real entre pessoas, seres humanos e não conto de fadas ou uma ilusão amorosa. Incrivelmente eu estou passando exatamente por isso na minha vida. Eu sou aquela garota apaixonada por histórias da Disney que sonha em ter alguém que eu ame e que me ama também, vivo acreditando que existe destinos e que talvez isso aconteça um dia. Mas isso não é verdade. Existem pessoas que dão certo com o primeiro cara ou mulher que aparece na vida deles, mas existem pessoas que demora um pouco e também aquelas que se sentem extremamente bem sozinhas. Não existe destinos. Não existe contos de fadas e você passa a enxergar um mundo de uma forma muito melhor e saudável quando você coloca isso na sua vida, aderi isso para sua vida.

Do fundo do meu coração sem dúvidas esse foi um dos melhores filmes que eu já vi, porque eu não só senti o filme, eu vivo o que está acontecendo atualmente, e isso me fez pensar e querer levar a vida de uma forma diferente. 

O filme é da Netflix, então ele tem lá disponível pra quem quiser vê. Super recomendo! Mas então me conta, você já viu um filme, uma série, leu um livro que se tocou assim também? Qual? Me conta nos comentários!

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