Você tirou a minha vontade de viver

17 de fevereiro de 2018


(Imagem/Reprodução) 

Eu nunca vi alguém destruir tanto minha vida como você destruiu a minha, alguém que tirasse tanto minha vontade de levantar e seguir em frente. Eu sempre fui conhecida por aquela pessoa que corre atrás de sonhos, objetivos, que não desisti de seus sonhos facilmente, perder a minha maior é essência me mostra que está tudo morto aqui dentro. Eu não sinto vontade de comer, de levantar, de sorrir, de tomar banho, de vê a luz do dia, de fazer as coisas que eu mais amo, a única coisa que me restou, foi escrever mesmo isso não sendo suficiente pra fazer as flores crescerem aqui de novo.  Eu nunca vi alguém me tirar o sentido da vida, alguém que eu acreditava tanto ser diferente. As pessoas costumam questionar, porque eu vou deixar uma simples pessoa tirar o meu motivo de viver. Há 3 anos, eu vi pessoas tirarem pequenos pedaços de dentro de mim, e isso foi me deixando fraca, mas lá dentro, ainda existia uma garota que via uma luz no fim do túnel e que ainda se empolgava com as pequenas coisas da vida. Eu conheci você e você me ajudou a plantar mais flores aqui dentro, mas eu estava longe de está preparada para aceitar que isso tudo era um plano para você tirar todas as minhas raízes. Ah, eu coloquei tudo que eu tinha a oferecer em uma pessoa que eu conheci há um mês. Porque eu acreditava tanto que as pessoas são boas. E agora, eu fico aqui, vegetando, me cortando pra destruir a parte de fora também, porque aqui dentro, já está destruído. Não me venha dizer que eu vá superar, isso não se trata de um joelho ralado, e sim de um coração quebrado, aquilo que nos guia para fazer todas as coisas. Eu não vou conseguir parar de continuar te escrevendo, mesmo que você não esteja mais aqui, eu quero que você saiba como eu estou.

Minha pausa favorita

16 de fevereiro de 2018

FotoPete Johnson
Era terça-feira quando eu te encontrei. Você estava no canto do bistrô sentada naqueles bancos maiores e no balcão. O laptop conectado ao fone de ouvido, o caderno ao lado e uma caneta de tinta preta. Eu não tinha ideia do que você fazia, se era algo relacionado a faculdade, hobby ou trabalho do serviço que ficou para trás. A curiosidade era tanta que esqueci o compromisso com o arquiteto do meu novo projeto e sentei ao seu lado. Não importava, o meu instinto dizia para ficar.
A princípio fingi estar olhando para o movimento da rua, assim como você fazia. De canto de olho eu via o movimento do seu corpo dançando timidamente ao som da música que tocava e só você ouvia. Eu sorri e gesto fez você me notar. Tirou os fones de ouvido, sorriu e disse: você está rindo de mim? Eu só balancei a cabeça e ri confirmando que fui pego no pulo. A nossa conversa começou assim. No meio dela eu soube que você estava estudando sobre girassóis, queria saber como cuidar deles, seu jardim estava precisando de uma cor. Aquilo me chamou atenção. Que tipo de pessoa tira um tempo da rotina para estudar sobre plantas? Eu, você respondeu com uma alegria contagiante.
Falamos sobre girassóis, hortaliças, onze horas e os seus conhecimentos sobre flores. Era incrível como a sua conversa despretensiosa pausava a correria do meu dia a dia. Você compartilhou os planos de visitar uma plantação de girassóis. Era seu vício do momento e não sossegaria enquanto não encontrasse algum lugar que oferecesse a vista. Não entendi o porque, mas eu disse que te levaria. Ótimo, nem precisei dizer outra vez. Você já fazia planos para a caça. Entrei na empolgação e passamos a tarde pesquisando lugares próximos. Descobrimos que um deles ficava a duas horas de onde estávamos. Não pensamos muito, fomos para meu carro e partimos.
Passamos quase quatro horas na estrada conversando sobre a vida, a sua e a minha. Quando víamos uma paisagem exuberante, parávamos para tirar fotos ou só apreciar a vista. Sempre tive vontade de pegar a estrada, mas eu não sou desses de largar os compromissos para ter este privilégio. Aquele dia, você me desconectou. E quer saber? Foi um dos melhores dias da minha vida.

Nunca me esqueci da felicidade que você ficou quando finalmente chegamos ao local. Você tinha razão, a sincronia dos girassóis com o sol era incrível. Só não era mais lindo que os seus cabelos movendo contra o sol. A sombra do teu corpo enquanto corria entre a plantação me parecia a visão perfeita para o fim do dia. Eu me apaixonei ali, enquanto você gargalhava e dançava sobre o verde e o amarelo. Daquele dia em diante, as estradas e paisagens era nossa distração preferida. Mas você era minha pausa favorita.

Resenha: A Sutil Arte de ligar o foda-se

7 de fevereiro de 2018

Autor: Mark Manson
Titulo: A SUTIL ARTE DE LIGAR  O F*DA-SE
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 224
Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva — sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se. Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e diz, olhando nos seus olhos: você não é tão especial. Ele conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão. Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.”

“Eu tenho duas opções: ficar nos Correios e enlouquecer... ou dar uma de escritor e morrer de fome. Decidi morrer de fome.”

Olá leitores e leitoras do BC , a resenha de hoje é sobre o livro mais engraçado, irreverente, e autentico que eu já li na vida! Mark Manson é um gênio da literatura...Ele conseguiu escrever detalhadamente o que se passa na mente da maior parte (se não de todo) o mundo. O livro é narrado pelo próprio autor, e cada capítulo começa contando a história de alguém (personagens reais ou fictícios), e partindo dessa história inicial, Mark vai explicando como e porque o personagem chegou a tal ponto,ou como e porque não chegou... e o que devemos fazer ou ate mesmo deixar de fazer pra que seja mais fácil levar a vida. Isso se você quiser, se não quiser, já sabe: F*DA-SE!

“A idéia não é fugir das merdas. É descobrir com qual tipo de merda você prefere lidar”

Engana-se quem pensa que A sutil arte de ligar o f*da-se é um livro de autoajuda, ou um livro que vai te mostrar exatamente o que fazer para obter sucesso, e felicidade, a ideia de Mark é mostrar que todos estão literalmente na merda, mas nós podemos escolher com qual delas vamos nos preocupar, qual tem mais importância, e qual delas merece o nosso esforço. O autor usou de todo o seu sarcasmo e senso de humor para jogar as verdades que ninguém tem coragem de dizer, bem na nossa cara.Eu estou completamente apaixonada por esse livro!!

É uma leitura séria, apresentada de modo irônico!A verdade nua e crua pode parecer ruim, mas fará um bem enorme! Eu super recomendo esse livro. Se pelo menos uma parte da população tiver a oportunidade de ler, com toda certeza os “altos índices de mimimi” cairão drasticamente hahaha!

Pra vocês que vão passar o carnaval em casa, assim como eu, esse livro é uma ótima distração, você vai se divertir horrores com ele.

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Não se esqueçam de comentar aqui embaixo o que acharam, suas principais dúvidas, e claro, os livros que vocês querem ver resenhados aqui no BC!!

E que a força esteja com vocês!

É CARNAVAL! Confira a programação dos melhores blocos e festas!

5 de fevereiro de 2018

Dia 13 agora já é carnaval, uma das épocas mais esperada do ano para os brasileiros, àquela hora de tirar toda aquela bad do ano a aproveitar! Mas como já é de se esperar, nós brasileiros não aguentamos a ansiedade e já adiantamos ele, o que no final das contas, o carnaval acaba sendo bem antes da data prevista, com os blocos  pré-carnavais maravilhosos que encontramos espalhados pelo país. E por falar em blocos, é claro que eu preparei para vocês um infográfico com a programação dos melhores blocos e festas que vão rolar em Belo Horizonte, uma das melhores cidades do Brasil para comemorar carnaval, tanto é que ano passado tivemos cerca 2,4 milhões de foliões, não é incrível!? Vamos conferir a programação! Bom carnaval!




Quando as pessoas vão embora

31 de janeiro de 2018


"Mas você não precisa me cortar, fingir como se nunca tivesse acontecido e que não éramos nada. E eu nem preciso do seu amor, mas você me trata como um estranho e isso é tão duro."


As vezes eu fico pensando sobre o fato de me basear muito nas pessoas. De se importar tanto com as pessoas a ponto de colocá-las na minha frente. Ou então quando eu me apego tanto a elas, que se elas se ausentam um minuto na minha vida eu entro em desespero. 

Até hoje eu sinto falta daquelas pessoas que já se foram. Não estou falando que elas morreram ou algo do tipo, mas sim quando elas decidiram seguir o rumo delas, sem que eu esteja incluída nele. Isso ainda é duro pra mim. Isso ainda dói de um jeito que eu não consigo descrever, e mesmo que a vida seja um  ciclo, no qual entra e sai pessoas o tempo inteiro, nenhuma delas consegue substituir o lugar de uma amizade antiga, consegue completar aquele vazio que alguém um dia me deixou.

Eu queria não ser assim. Eu queria conseguir manter esse tempo comigo mesma, e saber que eu estou bem, estou bem por inteira. E por mais que eu esteja sozinha na multidão e repita para mim mesma mil vezes que está tudo bem, eu sei que não está, eu sei que falta alguma coisa aqui. 

Se alguém me perguntasse o que eu gostaria de mudar em mim mesma, eu imploraria, para tirar esse vazio de dentro de mim. As pessoas sempre entram na minha vida sem bater na porta, e saem sem avisar. Elas nunca deixam um recado de “Hey, semana que vem eu vou embora”, para pelo menos me preparar. Com o tempo isso foi se tornando um trauma, e a cada pessoa que entra na minha vida eu tenho medo de vê-la indo embora, porque eu crio um sentimento muito grande por cada um e ainda não consigo lidar com isso.

As feridas podem curar, mas elas sempre deixam cicatrizes. Assim como eu carrego comigo as lembranças de pessoas, e o medo incondicional de todo esse ciclo começar novamente, porque eu já conheço o final dessa história.  
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